Onde a atenção que a Rafitthy já conquista deixa de virar venda.
Entre a atenção que vocês já conquistam nas redes e a venda, existe uma decisão de canal que o site ainda não tomou. Esta leitura é do ponto de vista de quem chega de fora — o Google e a consumidora que vem do anúncio.
URLrafitthy.com.br·PlataformaNuvemshop·Segmentocalçados e bolsas femininas·Datajulho de 2026
Como esta análise foi feita — e o que ela não alcança
Ela parte de quem chega de fora: o robô do Google que indexa o site e a consumidora que vem do Instagram ou de um anúncio. É essa camada que decide ranqueamento e venda — e ela é 100% verificável sem nenhum acesso interno.
O que vive no painel administrativo da Nuvemshop — estoque, integrações, regras de canal — não aparece de fora. Isso a gente valida junto com vocês, com acesso, numa segunda etapa. Aqui, nada é suposição: cada achado vem com a evidência e a origem do dado.
Antes dos achados — o modelo real
Uma indústria de ~30 anos, vestida de e-commerce novo
A pesquisa de mercado mostra a Rafitthy como fabricante do Vale dos Sinos (RS) há cerca de 30 anos, marca-irmã da Be Forever, do grupo Hatar ✓ Confirmado. O faturamento visível hoje vem de atacado e multimarcas — dezenas de lojas como Pompéia e Cia dos Pés, mais Zattini, Netshoes e sacoleiras. A própria página "Onde Comprar" do site aponta pra esses terceiros; não existe loja física própria.
É por isso que o achado mais crítico desta auditoria — preço escondido e botão "Preço sob Consulta" — pode não ser bug nenhum. Esconder preço de varejo pra proteger o lojista que revende é prática comum na indústria calçadista.
Só que o site também tem carrinho de compra, frete por CEP e Meta Pixel com evento de AddToCart — sinais de uma intenção de vender direto que convivem, sem se decidir, com os 115 mil seguidores no Instagram que hoje não têm WhatsApp de consumidor final pra clicar. De fora, ninguém sabe se o D2C foi uma decisão de recuar ou só ficou pela metade. Essa resposta só vocês têm — e é ela que organiza cada achado deste documento.
Resumo em 30 segundos
Funciona
Instagram @rafitthyoficial ativo, ~115 mil seguidores, postando coleção nova com frequência — a atenção já existe.
Catálogo com filtro por cor e tamanho, cálculo de frete por CEP, schema.org de produto presente.
30+ anos de fabricação nacional e presença em dezenas de multimarcas pelo Brasil — a marca tem lastro.
Nenhuma quebra de layout lateral no celular (390px) — tecnicamente, o site não "estoura" a tela.
Indefinido
Página de produto tem preço cadastrado (R$249,80) mas nasce escondido, com botão "Preço sob Consulta" — fala a língua do atacado num motor de e-commerce.
Catálogo inteiro sem preço visível; numa categoria inteira, todo produto se chama só "Tênis" — coerente com atacado, estranho pra varejo.
WhatsApp existe só pra representante — a consumidora que segue a marca no Instagram não tem canal direto.
Metade da grade do catálogo carrega só o nome, sem foto — esse aqui independe da rota escolhida.
Fazer
Decidir a rota: quanto do faturamento vem hoje de e-commerce próprio, atacado e marketplace — essa resposta define o resto.
Alinhar preço, botão de compra e WhatsApp ao canal escolhido — hoje eles mandam sinais opostos.
Dar nome real a cada modelo do catálogo e resolver o carregamento quebrado — vale nas três rotas.
Só depois da rota decidida, direcionar tráfego pago pro site — hoje arriscaria levar gente pra uma porta indefinida.
Achados · em ordem de impacto no faturamento
Achado 01 · Conversão
Impacto alto
Preço cadastrado no sistema, invisível para o visitante
O que é
A página de produto tem preço de varejo cadastrado — R$ 249,80 (data-product-price="24980"), o mesmo valor que aparece na descrição que o Google indexa — mas o campo que deveria mostrá-lo nasce marcado como invisível (display:none), e o único botão da página traz o texto "Preço sob Consulta" (mensagem padrão da Nuvemshop pra produto sem preço). Exemplo: a Tote bag, SKU 28.26213A1 — mas o padrão é do motor da página de produto, não de um item isolado. ✓ Confirmado no HTML
Evidência
Reproduzido 2× em capturas independentes (trocando a cor selecionada) — o resultado não muda. O robô que testou "adicionar ao carrinho" confirmou: não existe botão funcional de comprar, só o "Preço sob Consulta".
R$249,80
preço já cadastrado, invisível
2×
capturas, mesmo resultado
0
botão funcional de comprar
PDP · DesktopPDP · Mobile
Impacto
A consumidora que chega de anúncio, Instagram ou Google não vê preço nem consegue comprar por impulso. Fecha justamente a porta de entrada mais comum de quem não é atacadista — os 115 mil seguidores do @rafitthyoficial.
Leitura
Pode ser decisão de canal deliberada — esconder o preço de varejo pra proteger o lojista que revende é prática comum na indústria calçadista. Só que o site também tem carrinho, frete por CEP e Meta Pixel com AddToCart ativos, sinais de intenção de vender direto. As duas coisas não convivem: ou é vitrine de atacado (e esses componentes de e-commerce sobram), ou é loja de varejo (e o preço deveria aparecer). É proposital ou ficou pela metade? Essa resposta define a estratégia.◆ A validar com vocês
A decisão que só vocês podem tomar
Três rotas possíveis pro site. Nenhuma é "a errada".
Cada achado deste documento aponta pro mesmo ponto: o site ainda não decidiu se fala com o lojista ou com a consumidora final. A resposta certa depende de quanto do faturamento vem hoje de cada canal — e-commerce próprio, atacado, marketplace — e pra onde vocês querem crescer.
Rota A · Venda direta
Venda direta
Destrava a loja pra vender direto pros 115 mil seguidores do Instagram.
Serve sequerem vender direto ao consumidor final.
Riscocompetir de preço com as próprias multimarcas que já revendem a marca.
Rota B · Pull de marca
Pull de marca
O digital gera desejo; a consumidora compra na multimarca ou na Zattini. "Onde Comprar" vira protagonista.
Serve sequerem proteger o canal atual e crescer sem canibalizar.
Protegeo lojista — a marca puxa a venda, sem fechar ela.
Rota C · Atacado
Atacado
Funil pra atrair mais lojistas, representantes e sacoleiras — área do lojista, catálogo B2B.
Serve seo dinheiro de verdade está no atacado.
Ganhoescala o canal que já é o forte hoje.
Na prática, a resposta costuma ser um mix — calibrado por quanto cada canal já fatura hoje. Nenhum achado deste documento resolve sozinho; todos esperam essa decisão pra saber que direção seguir.
Achado 02 · Vitrine
Severidade alta
O catálogo não deixa comparar: sem preço e com nomes repetidos
O que é
Nas duas páginas de vitrine — o catálogo geral (40+ produtos só na 1ª de 10 páginas) e a categoria de tênis — nenhum card mostra preço. Na categoria de tênis, os 12 produtos da 1ª página se chamam todos "Tênis", sem diferenciar modelo, cor ou estilo. O preço existe (a meta description da categoria cita R$159,80), só não aparece pra quem folheia a vitrine. ✓ Confirmado
Evidência
12 produtos. 12 vezes "Tênis".
Categoria /sapatos/tenis/ · Desktop
Impacto
Preço sob negociação e nome genérico são normais no atacado — o comprador já conhece o produto e negocia por telefone. Mas quem chega pelo Instagram decidindo rápido, sem preço nem nome, não consegue comparar. Mais um sinal de que o catálogo fala a língua de um canal só.
Leitura
Se a rota escolhida incluir venda direta, exibir preço em cada card e dar nome real a cada modelo é básico. Se o catálogo for majoritariamente vitrine pro atacado, o formato atual pode já estar certo — vale só confirmar. ◆ A validar com vocês
Achado 03 · Técnico
Severidade alta
Duas páginas param de carregar no meio
O que é
No catálogo geral, as primeiras ~24 fotos carregam normal; depois, cerca de 16 produtos aparecem só com o nome flutuando num espaço em branco, sem foto. Na home, o mesmo padrão: entre o carrossel de destaques e a seção "Siga-nos no @rafitthyoficial" há um vão de espaço em branco, visível no computador e no celular. É a mesma assinatura técnica — carregamento que não termina — se repetindo em duas páginas. ✓ Confirmado
Evidência
Catálogo · sem foto, só o nomeHome · vazio antes de Siga-nos
Impacto
Não é acidente pontual — aparece em duas páginas centrais, o que sugere um padrão técnico (lazy-load ou scroll infinito que não conclui). Passa sensação de site inacabado bem na hora em que o cliente decide se confia na loja. Independe da rota escolhida.
Recomendação
Revisar com o suporte da Nuvemshop (ou de quem administra o tema) a configuração de carregamento de imagem da grade de produtos. ⚙ Recomendação técnica
Achado 04 · Canal
Severidade alta
O WhatsApp do site atende o representante, não a consumidora
O que é
O site inteiro tem 37 links de WhatsApp — todos concentrados na página /representantes/, um por representante comercial de cada estado (canal de atacado/revenda). Fora dali — home, catálogo, página de produto, carrinho — o único jeito de falar com a marca é telefone fixo ou um e-mail de domínio diferente. ✓ Confirmado
Evidência
/representantes/
37
links wa.me
home · catálogo · produto · carrinho
0
links wa.me
Página /representantes/
Impacto
É o retrato mais nítido de pra quem o site foi pensado: atacado. A consumidora que segue os 115 mil no Instagram, decidida a comprar, não tem hoje canal direto com a marca — só quem já é lojista tem.
Leitura
Se venda direta faz parte do plano (Rotas A ou B), abrir uma porta de WhatsApp pro consumidor final é o primeiro passo. Se o foco é 100% atacado (Rota C), o desenho atual já está certo — e o esforço rende mais fortalecendo o funil de lojista. ◆ A validar com vocês
Achado 05 · Navegação
Severidade média
O link "Contato" não leva a uma página de contato
O que é
A página /contato/ tem o mesmo título, H1 e conteúdo da home — na prática, é a mesma página com outro endereço. Comparação: / (home) → title "Rafitthy" · H1 "Rafitthy" | /contato/ → title "Rafitthy" · H1 "Rafitthy" — idêntico. ✓ Confirmado
Evidência
A mesma página respondendo em dois endereços — title e H1 idênticos:
Title
H1
/ (home)
Rafitthy
Rafitthy
/contato/
Rafitthy
Rafitthy
Impacto
É um furo pequeno de confiança: sinaliza pra quem presta atenção que esse link não foi cuidado.
Recomendação
Montar uma página de contato de verdade (WhatsApp, e-mail, horário) ou redirecionar "Contato" direto pro rodapé, que já tem essas informações. ⚙ Recomendação técnica
Achado 06 · UX
Severidade média
O aviso de cookies cobre a vitrine
O que é
Em vez de ficar discreto no rodapé, o banner de cookies aparece flutuando por cima do carrossel de imagens — inclusive na página de produto, onde nasce bem no espaço que deveria ter preço e botão de comprar (Achado 01). ✓ Confirmado
Evidência
Home · banner de cookie sobre o carrossel
Impacto
É atrito visual, independente da rota escolhida: o banner ocupa justamente o espaço da página de produto onde um preço visível — se essa for a decisão — precisa aparecer.
Recomendação
Mover o aviso pro rodapé ou pra uma faixa fina fixa, sem sobrepor imagem ou conteúdo de compra. ⚙ Recomendação técnica
Achado 07 · Marca
Severidade média
O e-mail de contato não usa o domínio da marca
O que é
O único e-mail do site é sac@hatar.com.br — domínio diferente de rafitthy.com.br. "Hatar" parece ser a empresa por trás da marca; não é necessariamente um erro, mas quem repara pode estranhar. ✓ Confirmado
Evidência
O único e-mail exposto no site:
sac@hatar.com.br✗ ≠@rafitthy.com.br
Impacto
Consistência de marca é confiança.
Recomendação
Usar um e-mail @rafitthy.com.br de cara pro consumidor final, mesmo que o back-end de atendimento continue em hatar.com.br. Vale confirmar internamente se é intencional. ⚙ Recomendação técnica
Achado 08 · Confiança
Severidade baixa
A marca aparece sem rosto e sem prova social direta
O que é
A página "Quem Somos" é 100% institucional — fala em "mais de 30 anos" de história e na "mulher brasileira de rotina acelerada", mas não nomeia nenhuma pessoa por trás da marca. Não há depoimento de cliente no site. No Reclame Aqui, a marca está cadastrada mas sem selo RA1000, com um pequeno número de reclamações recorrentes de acabamento. ✓ Confirmado via pesquisa
Evidência
Página Quem Somos
Impacto
Hoje a prova social mais visível é indireta — a presença em dezenas de multimarcas pelo Brasil, que prova capilaridade comercial, não necessariamente confiança pro consumidor final que nunca comprou Rafitthy.
Leitura
Não é prioridade imediata: vale esperar a decisão de rota. Se ela incluir venda direta à consumidora, depoimento real e alguma cara por trás da marca ajudam a fechar a confiança que falta. ◆ A validar com vocês
Próximo passo
O diagnóstico está feito. Falta decidir a rota.
Cada achado acima é sinal do mesmo ponto: o site ainda não decidiu se fala com o lojista ou com a consumidora final. A pergunta que organiza tudo é simples — quanto do faturamento vem hoje de e-commerce próprio, atacado e marketplace, e pra onde vocês querem crescer. O próximo passo é um diagnóstico de canal: uma conversa curta pra mapear essa proporção e escolher entre as rotas A, B ou C. Depois disso, o site passa a servir a decisão — em vez de ficar no meio do caminho, mandando sinal pros dois lados.