Entre a atenção que vocês já conquistam nas redes e a venda, existe uma decisão de canal que o site ainda não tomou.
A pesquisa de mercado mostra a Rafitthy como fabricante do Vale dos Sinos (RS) há cerca de 30 anos, marca-irmã da Be Forever, do grupo Hatar confirmado. O faturamento visível hoje vem de atacado e multimarcas — dezenas de lojas como Pompéia e Cia dos Pés, mais Zattini, Netshoes e sacoleiras. A própria página "Onde Comprar" do site aponta pra esses terceiros; não existe loja física própria.
É por isso que o achado mais crítico desta auditoria — preço escondido e botão "Preço sob Consulta" — pode não ser bug nenhum. Esconder preço de varejo pra proteger o lojista que revende é prática comum na indústria calçadista.
Só que o site também tem carrinho de compra, frete por CEP e Meta Pixel com evento de AddToCart — sinais de uma intenção de vender direto que convivem, sem se decidir, com os 115 mil seguidores no Instagram que hoje não têm WhatsApp de consumidor final pra clicar. De fora, ninguém sabe se o D2C foi uma decisão de recuar ou só ficou pela metade. Essa resposta só vocês têm — e é ela que organiza cada achado deste documento.
A bolsa já tem preço de varejo cadastrado no sistema. O site esconde esse preço do visitante — e o botão fala a língua do atacado: "Preço sob Consulta".
Pegamos a página da Tote bag (SKU 28.26213A1) como exemplo, mas o padrão é do motor da página de produto, não de um item isolado. O preço — R$249,80, o mesmo valor que aparece até na descrição que o Google indexa — está gravado no código-fonte da página: data-product-price="24980". Só que o campo que deveria mostrar esse número pro visitante nasce marcado pra ficar invisível, e o único botão da página vem com o texto "Preço sob Consulta" — a mensagem padrão da Nuvemshop pra produto sem preço definido. Só que esse aqui tem.
Reproduzimos isso 2 vezes, em capturas independentes, trocando a cor selecionada — o resultado não muda. E o próprio robô que testou "adicionar ao carrinho" confirmou: não existe botão funcional de comprar pra clicar, só o de "Preço sob Consulta".
Se é pra proteger o lojista que revende, faz sentido — é prática comum no atacado. Mas o site também tem carrinho, frete por CEP e Meta Pixel com AddToCart ativos, como se esperasse vender direto. É proposital ou ficou pela metade? Essa resposta decide a estratégia.
Se a intenção é proteger o revendedor, esconder preço de varejo faz sentido — é prática comum no atacado. Mas o carrinho, o frete por CEP e o Meta Pixel com AddToCart continuam ativos, como se o site esperasse vender direto. As duas coisas não convivem: ou o site é vitrine de atacado (e esses componentes de e-commerce sobram), ou é loja de varejo (e o preço deveria aparecer).
Se a rota escolhida tiver venda direta (Rotas A ou B, à frente), destravar preço e botão é o primeiro passo. Se o caminho for reforçar o atacado (Rota C), o botão já está coerente — e o esforço rende mais reforçando "Onde Comprar" e o canal do lojista do que consertando um carrinho que ninguém deveria usar.
Cada achado deste documento aponta pro mesmo ponto: o site ainda não decidiu se fala com o lojista ou com a consumidora final. A resposta certa depende de quanto do faturamento vem hoje de cada canal — e-commerce próprio, atacado, marketplace — e pra onde vocês querem crescer.
Destrava a loja pra vender direto pros 115 mil seguidores do Instagram.
O digital gera desejo; a consumidora compra na multimarca ou na Zattini. "Onde Comprar" vira protagonista.
Funil pra atrair mais lojistas, representantes e sacoleiras — área do lojista, catálogo B2B.
Na prática, a resposta costuma ser um mix — calibrado por quanto cada canal já fatura hoje. Nenhum achado deste documento resolve sozinho; todos esperam essa decisão pra saber que direção seguir.
Preço sob negociação e nome genérico são normais no atacado — o comprador já conhece o produto e negocia por telefone. Mas pra quem chega pelo Instagram decidindo rápido, sem preço nem nome não dá pra comparar. Mais um sinal de que o catálogo ainda fala a língua de um canal só.
Se a rota escolhida incluir venda direta, exibir preço em cada card e dar nome real a cada modelo é básico. Se o catálogo for majoritariamente vitrine pro atacado, o formato atual pode já estar certo — vale só confirmar.
Não é um acidente pontual — aparece em duas páginas centrais, o que sugere um padrão técnico (lazy-load ou scroll infinito que não conclui). Passa sensação de site inacabado bem na hora em que o cliente decide se confia na loja.
Revisar com o suporte da Nuvemshop (ou de quem administra o tema) a configuração de carregamento de imagem da grade de produtos.
/representantes/, um por representante comercial de cada estado (canal de atacado/revenda). Fora dali — home, catálogo, página de produto, carrinho — o único jeito de falar com a marca é telefone fixo ou um e-mail de domínio diferente.É o retrato mais nítido de pra quem o site foi pensado: atacado. A consumidora que segue os 115 mil no Instagram, decidida a comprar, não tem hoje canal direto com a marca — só quem já é lojista tem.
Se venda direta faz parte do plano (Rotas A ou B), abrir uma porta de WhatsApp pro consumidor final é o primeiro passo. Se o foco é 100% atacado (Rota C), o desenho atual já está certo — e o esforço rende mais fortalecendo o funil de lojista.
/contato/ tem o mesmo título, H1 e conteúdo da home — na prática, é a mesma página com outro endereço.É um furo pequeno de confiança: sinaliza pra quem presta atenção que esse link não foi cuidado.
Montar uma página de contato de verdade (WhatsApp, e-mail, horário) ou redirecionar "Contato" direto pro rodapé, que já tem essas informações.
É atrito visual, independente da rota escolhida: o banner ocupa justamente o espaço da página de produto onde um preço visível — se essa for a decisão — precisa aparecer.
Mover o aviso pro rodapé ou pra uma faixa fina fixa, sem sobrepor imagem ou conteúdo de compra.
sac@hatar.com.br — domínio diferente de rafitthy.com.br. "Hatar" parece ser a empresa por trás da marca; não é necessariamente um erro, mas quem repara pode estranhar.Consistência de marca é confiança — vale confirmar internamente se é intencional.
Usar um e-mail @rafitthy.com.br de cara pro consumidor final, mesmo que o back-end de atendimento continue em hatar.com.br.
A página "Quem Somos" é 100% institucional — fala em fundação em 1993 e "mulher brasileira de rotina acelerada", mas não nomeia nenhuma pessoa por trás da marca. Não há depoimento de cliente no site. No Reclame Aqui, a marca está cadastrada mas sem selo RA1000, com um pequeno número de reclamações recorrentes de acabamento confirmado via pesquisa. Hoje a prova social mais visível é indireta — a presença em dezenas de multimarcas pelo Brasil, que prova capilaridade comercial, não necessariamente confiança pro consumidor final que nunca comprou Rafitthy. Não é prioridade imediata: vale esperar a decisão de rota (acima) — se ela incluir venda direta à consumidora, depoimento real e alguma cara por trás da marca ajudam a fechar a confiança que falta.
Cada achado acima é sinal do mesmo ponto: o site ainda não decidiu se fala com o lojista ou com a consumidora final. A pergunta que organiza tudo é simples — quanto do faturamento vem hoje de e-commerce próprio, atacado e marketplace, e pra onde vocês querem crescer. O próximo passo é um diagnóstico de canal: uma conversa curta pra mapear essa proporção e escolher entre as rotas A, B ou C. Depois disso, o site passa a servir a decisão — em vez de ficar no meio do caminho, mandando sinal pros dois lados.
Falar com Alessandro no WhatsApp →